quarta-feira, 2 de junho de 2010



Deixando o fogo queimar,
Levando com sigo cada sombra do passado.
Assistindo sua breve agonia...
Seu manto de desespero percorrer cada linha do trajeto por inteiro...
Cada caminho sendo apagado...
Tão simples, simples como o fogo que leva tudo o que se sobrepõe embora...
Sem deixar rastros, sem deixar se quer uma única esperança inocente...
Partindo, restando apenas seu rastro de destruição eminente.
Nunca mais sentirei o que exatamente senti naquela tarde de inverno.
Vendo tudo queimar, deixando o fogo arrastar para si lembranças,
querendo as fazer não mais voltar.
Consolidando a mentira de que se pode fugir daquilo a qual pertence.
Deletando cada fragilidade, cada pura mediucridade.
Entregando a esperança a realidade.
Momento após momento, vendo algo se apagar,
e outro queimar.
Uma chama nova, uma possibilidade tola de se esquecer.
Todo o passado de dor,
todo o mundo de desamor.
O tempo nos ajuda a lidar com as dores esquecendo-as momentaneamente,
e as facas ajudam fazendo novas feridas por cima das antigas cicatrizes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário