domingo, 27 de junho de 2010

Sempre procurando novos caminhos, e por fim chegando sempre ao mesmo lugar, a verdade é que eu sempre estive aqui e ninguém nunca me viu.
Eu percorri sangrando por todos os cantos desta imunda cidade.
Eu gritei na esperança de alguém me ouvir até que minha garganta doesse tanto ao ponto de me fazer calar.
Simplismente chorei até perceber que meu choro nada de felicidade e conforto traria.
E eu me cortei em pedaços até que minha pele desapareceu.
Perdi a conta de quanto sangue foi jogado ao chão.
Perdi a conta de quanta dor eu senti.
Foi então que eu simplismente adormeci com o vinho sobre a mesa.
E depois de muito tempo fui perceber que ninguém estaria ali para me salvar, a não ser eu mesma.
Eu gritei até minha voz se esgotar, me cortei até minha pele desaparecer, chorei até perceber de que nada adiantaria, perdi a minha sobriedade em uma garrafa de vinho tinto seco.
Perdi o que na verdade nunca tive.
Vivi para morrer, só para então morrer para viver novamente.
Quantas voltas até um sorriso?
E o pior, porque o tempo nunca existiu de verdade, e os mortais fazem questão de tê-lo sempre em mente, assim como a gravidade?
Viajando por entre mundos, obscuros e serenos, só para saber que tudo o que se acredita é exatamente o que não existe.


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