Não espere que eu demonstre sentimento algum.
Eu sou só o fantasma do que restou, do que houve vivo um dia.
Eu sou fria como o gelo, mas queimo como uma imensa corrosão.
Sou cruel como quem não tem coração, mas sofro descontando em meu corpo essa dor.
Sou brava, mas é escudo tudo o que mostro.
Aqui nada pode me atingir.
Você não pode me machucar estou intacta após a minha própria morte.
Não me julgue, não espere nada de mim.
Seja compreensivo,
pois o amor morreu dentro de mim,
E hoje não sei como fazê-lo existir novamente.
Não eu não posso tentar.
Não deixarei o sangue percorrer minhas veias e me fazer aquecer novamente.
É tarde não me espere,
apenas vá, e seja paciente.
Então um dia quando me ver, não me diga oi, apenas me beije sem falar nada.
E deixe que então eu demonstre que existe ainda que seja pouco, mas ainda há calor em mim.
Apenas não tenha medo de me obrigar a te mostrar.
Caso contrário.
Apenas adeus, um suave adeus é que lhe deixo.
Na doce lembrança de meu olhar verde como as folhas abandonadas do outono.

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