sábado, 13 de novembro de 2010

Eu apaguei a luz,
deixei você entrar,
e tudo o que eu o que eu pude ouvir foi o sussurrar de sua voz.
Foi o vento batendo na janela vendo você me abandonar.
Eu tranquei a porta em quanto você ainda estava aqui dentro.
Eu não quero que saia,
e só você não vê isso.
Eu choro, eu grito, eu mudo.
Eu me torno aquilo que rejeito.
Mas meu silêncio só eu sei o que quer dizer.
Falta muito, mas ao mesmo tempo falta pouco, 
eu sei onde vou ir, e sei que posso não querer voltar.
Estou com saudades suas,
faz um tempo que não te vejo,
mas isso é tudo que eu quero.
E sei que de tempos em tempos voltarei para ti meu segredo.
Meu verde campo de anjos.
Meus fantasmas abandonados.
Lá onde eu sei que posso ser apenas o que sou e nada mais.
Eu vou voltar sempre, como se você fosse algo mais.
Do que apenas um campo de trigo.
Mas são coisas minhas, somente minhas e de mais ninguém,
ninguém precisa saber, ninguém pode entender meu afeto simultâneo por ti.
Meu campo,
Serão anjos ou apenas suas máscaras?
Serão fantasmas ou apenas ilusões acorrentadas?
Eu preciso me libertar,
faz um tempo que penso em voltar,
eu preciso de você.
Meu lugar favorito, meu verde mais puro,
o único lugar o qual gosto de correr, o qual quero adormecer sob o sol.
Como eu preciso disto agora para me sentir bem...
Eu vou voltar, eu preciso voltar.
E será logo, não será um encontro breve, porém intenso.
Natureza minha eterna paixão.
Preciso das árvores, da grama, do sol, da cabana após um certo caminho.
Only on secret.
A liberdade ainda está lá é só preciso que eu a encontre.
Para que eu possa resistir ao que me atormenta um pouco mais.

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