Só te vejo indo, e jamais voltando,
E como isso dói, queria poder te mostrar o que eu vejo.
Mas como fazer você ver aquilo que para você talvez não exista?
Eu venho e ponho fogo em meus pensamentos, eu amedronto tuas mentiras.
Do que adianta se sei que elas continuam ali?
O que acontece é que a partir do momento em que acreditamos em nossas próprias mentiras todos passam a acreditar também.
Mas na verdade isso dói e como dói, só eu sei.
Eu vi o fogo queimar, eu senti o carro acelerar,
eu me vi te perdendo mais uma vez.
É como andar em cima de uma corda a agonia de cair é tanta que você pensa seriamente em desistir, porém a adrenalina é tão saborosa que você continua somente pelo prazer que isso lhe proporciona, desafiando qualquer lei possível.
Você grita em silêncio querendo que ele pudesse ouvir,
Querendo que ele sentisse isso que ele te faz sentir, mas tudo o que acontece é nada, apenas nada.
E tudo que machuca é tudo que se apaga com um olhar, mas que volta com o adeus.
Suas palavras se tornam nada mais do que sombras do passado e você deseja a todo custo que tudo volte a ser como era antes.
Você se vê de frente com a nostalgia todos os dias, e suplica para que isso mude, para que volte a ser o que era antes.
Quando não havia dor, quando havia um pouco de amor.
Será que depois de passar tanto tempo acostumado com as coisas deste jeito será possível pensar que isso será realmente melhor do que antes?
Queria ter mais afeição pela saudade.
Queria abandonar a desconfiança.
Queria morar com a segurança de se saber o que o tempo não poderá mudar.
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