Eu danço em minhas noites solitárias,
Eu canto durante as manhãs amenas,
Eu grito em minhas tardes intermináveis.
Eu vi minha vida escapar de minhas mão por um segundo e você não estava la para me proteger.
Foi então que percebi que isso tudo não passa de minha monotonia.
Estou tão recalcada, que não posso ver ao meu redor.
Mas eu pude ver quando aqueles olhos me olharam, o modo inocente de se chamar a atenção.
Agora sabemos, que se estar morto, não significa não se estar vivo.
Minha demência tem piorado, conseqüência obvia do abandono.
Mas, como alguém me disse, ''resolveu acordar agora?''
sim eu resolvi, criar o melhor para mim é a melhor saída.
Como um diário, onde por códigos descrevo cada segundo de meu viver,
cada pensamento de meu ser.
Sou um demônio tentando trajar um anjo.
O que se esconde aqui, é exatamente, aquilo de ruim que surge em modo de auto defesa.
Minhas lágrimas vem e vão, e minha tristeza também.
Mas dia após dia, luto contra tudo isso.
Posso ser tão ingênua, ou tão falsa.
Posso manipular, posso me deixar levar.
Posso sorrir, ou simplesmente chorar.
Vivo minha própria farsa.
Mas minha mente realmente me da arrepios, um jovem pintora e escritora.
Meus livros, quem sabe alguém algum dia irá ler.
Até lá, eles ficarão guardados, com minhas lembranças, as histórias, as mentiras.
E sim eu voltei, eu voltei para mim mesma, voltei a escrever.
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