Viva uma mentira, apenas deixe a mentalidade guiar seu próprio universo.
Ele acelerou, apenas o problema cotidiano é que ele acelerava apenas em curvas fechadas, sempre com álcool em seu sangue, sempre com uma mentira faiscada, e ela ali, apenas provando mais uma vez de adrenalina e medo consistente.
Mas era tão obvio que dessa vez ilesos não sairiam.
As imagens brotaram em sua mente, e ela via o que aconteceria.
Poucos segundos depois o sangue escorria de sua nuca em direção ao seu peito, ela sabia que não poderia aguentar, em quanto ele apenas com ferimentos leves, um pouco mais são que horas atrás.
Ele a olha e pede que fique, que não o abandone, implora para que seu coração continue a bater.
Mas tudo que acontece é ela o olhando com um leve sorriso dizendo adeus, e pedindo perdão por não conseguir mais se quer respirar.
A garrafa de rum havia quebrado e no impacto do carro acertado a nuca e agora seu sangue estava cada vez mais rapidamente saindo de seu corpo.
Tudo que restou foi o pedido de perdão, o adeus.
O erro, ao invés do acerto.
Uma curva, uma brincadeira suicida.
Tudo o que acontece, é o que é levado por fatos ocultos, inimaginarios, apenas em mentes que podem ver o que o passado condena.
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