domingo, 27 de março de 2011

Aquele gosto tenebroso de cigarro e chocolate em minha boca.
Se você soubesse o quanto essa chuva me afeta.
Ou quanto eu o amo...
Eu viverei com a farsa de que te esqueci, quando que só tive a felicidade ao teu lado.
Mas foi o suficiente para esquecer o modo como foi cruel comigo.
Toda a hipocrisia em troca de um sorriso passageiro.
Esse é o preço que tenho que pagar para meu bom humor voltar?
Não viveria só na busca pela eternidade.
Mas a eternidade se solidificaria em busca de um apego meu.
A busca pelo além de tudo que temos é um tanto maior do que o que temos por natureza.
Deixe então a água cair e levar toda essa angustia, pois agora para alcançar um pouco de serenidade, eu brinco com alguns cigarros por dia.
Onde foi o tempo em que eu só vivia por ti?
Onde foi a época em que meus dias eram sorrisos e afeto?
Me deixe só, eu preciso disso agora, mas eu preciso ainda mais de você.
Virei apenas uma prisão condenada a mim mesma.
E você não vai saber, eu não vou dizer, eu ainda amo você!
Meu doce encanto de primavera, meus olhos molhados de amor impróprio.
Quando minha carteira chega ao fim lembro-me do tempo em que não precisei disto, do tempo em que pensava que isso seria para sempre um conto de fadas...
O tempo em que tudo estava bem, mas será que esse tempo realmente existiu?
Me diga o que eu me tornei?
Tudo por que não fui capaz de saber o que era melhor de verdade para nosso futuro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário