domingo, 3 de abril de 2011

Palavras talvez, memórias, esperem sua vez.
Não quero ouvir o mesmo de sempre, não quero me apegar antes de saber o caminho.
Não vou me perder quando deveria estar voltando para casa.
Tudo esta em ok.
Ilusões e perdas
Migalhas e prestígios
Confusões e delírios
Tudo pouco a pouco se perdendo, tudo se esvaindo no sangue que não se foi.
Desejo e olhar
Carinho e perseguição
Medo e solidão
Cada dia, um lugar, cada momento uma chance de algo mudar.
E por que evitar o que se quer?
Fugir daquilo que o condena não vai limpar aquilo o qual sujou.
São caminhos desiguais que nos levam ao que estamos trilhando.
Um cigarro e uma nova canção.
Um adeus, uma paixão.
Uma farsa, um não.
Um suspiro, um arrepio.
Uma letra, uma perdição.
Tudo se entrelaçando.
Estamos indo e voltando, e quando percebemos, estamos apenas sendo conduzidos.
É como morder a ponta da faca e não se cortar, e um tempo depois ver o sangrar.
Aquilo que se vai não temos como impedir, não temos como fazer ficar.
Mas temos como evitar de acabar.
Somos o que somos, jamais no que nos tornamos.
Instinto selvagem é o que tenho e não me cobre por isso, pois tudo o que eu sentir serei apenas o livro aberto, e se na hora de o ler não se afeiçoar, apenas se afaste e deixe que eu torne outro rumo a tomar.
Minhas palavras são histórias camufladas do que aconteceu.
Não me culpe por marcar isso em mim.
Posso amar, não eternizar.

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